A proposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de criar um selo de acurácia para institutos de pesquisa eleitoral reacendeu o debate sobre a confiabilidade dos levantamentos divulgados durante as campanhas. A ideia é reconhecer as empresas cujas projeções apresentarem maior proximidade com os resultados oficiais das urnas.
No Piauí, no entanto, o desempenho dos institutos nas eleições municipais de 2024 pode dificultar a obtenção desse reconhecimento. Às vésperas da votação para a Prefeitura de Teresina, os principais levantamentos apontavam vitória do então candidato Fábio Novo (PT), cenário que não se confirmou após a apuração.
Pesquisa do Instituto Datamax, divulgada em 4 de outubro de 2024, atribuía 52,41% dos votos válidos a Fábio Novo, contra 42,82% de Sílvio Mendes. No mesmo dia, levantamento do IPPI Pesquisas e Consultorias indicava 52,04% para o candidato petista e 47,76% para Sílvio Mendes.
Também em 4 de outubro, pesquisa do Instituto Credibilidade projetava Fábio Novo com 52,21% dos votos válidos, enquanto Sílvio Mendes aparecia com 39,59%.



O resultado oficial das urnas, entretanto, apresentou um cenário inverso ao apontado pelas pesquisas. Sílvio Mendes foi eleito prefeito de Teresina ainda no primeiro turno, com 52,19% dos votos válidos, enquanto Fábio Novo obteve 43,26%.
Caso o modelo de certificação proposto pelo TSE seja implementado com base na proximidade entre as pesquisas e os resultados oficiais, o desempenho registrado pelos institutos piauienses na eleição de 2024 deverá ser um dos pontos observados na avaliação da acurácia dos levantamentos eleitorais.
Fonte: Redação Sem Fronteiras
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