A cidade de Corrente, a cerca de 850 km de Teresina, no extremo Sul do estado, completa hoje 152 anos de emancipação política, com uma programação que contou com festa e missa solene.
A cidade tem como principal fonte de renda a pecuária e o agronegócio, que tornam Corrente um lugar com uma das melhores rendas per capita do Piauí.
Certamente, uma aniversariante de 152 anos tem muito para contar, por isso algumas curiosidades fazem parte dessa trajetória. Segundo o IBGE, a história começou assim:
O município de Corrente, cujos terrenos foram divididos pelo Rei de Portugal, teve como pioneiro de sua fundação o Sr. Caetano Carvalho da Cunha, que adquiriu, através de requerimento, a Fazenda Corrente de Cima, com 6.300 braças, onde desenvolveu diversas atividades, atraindo grande número de agregados. Foi assim o início da povoação.
Com o seu desenvolvimento e, em consequência da Lei Provincial nº 782, de 10 de dezembro de 1872, o povoado foi elevado à categoria de vila, cuja instalação só se deu a 8 de dezembro do ano seguinte, pelo juiz de direito da comarca de Parnaguá, Dr. José Mariano Lustosa do Amaral. Nesse tempo, foi juramentada e começou a funcionar a sua municipalidade, que teve por primeiros membros os seguintes cidadãos: Emiliano Rodrigues Alves, Francisco Carvalho de Araújo, Antonio Elesbão Cassiano Paraguassu, Venceslau da Cunha Ribeiro, Francisco Ribeiro de Sousa, Jesuíno dos Reis Lobato e José Seixas Louzeiro.
O município começou a se consolidar com a fundação da Igreja Batista de Corrente e a criação de escolas primárias, por influência de elementos de projeção política no cenário nacional, como Joaquim Nogueira Paranaguá e Benjamim Nogueira, que se destacaram nas campanhas abolicionista e republicana.
Em terras cedidas à Missão Batista do Norte do Brasil por alguns de seus seguidores, em 1920 foi fundado o Instituto Batista Industrial, hoje Instituto Batista Correntino, com a finalidade de divulgar a religião Batista, educando e instruindo a mocidade não só de Corrente, como de municípios e estados vizinhos. Em 1949, foi criado o Educandário Imaculada Conceição e, em 1953, o Ginásio São José, pelo padre José de Anchieta Melo, que chegou em fins de 1947 ao município para assumir os trabalhos da paróquia.
O gentílico, ou seja, quem nasce em Corrente, é correntino.
Fonte: IBGE




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