O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília (DF), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada a pedido da Polícia Federal, que apontou risco à ordem pública e indicou novos descumprimentos das determinações impostas ao ex-mandatário.
No despacho, Moraes destacou que a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, poderia gerar tumulto e favorecer uma possível fuga. Segundo o relatório da PF, o sistema de monitoramento registrou violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 do mesmo dia, reforçando o pedido de prisão.
O ex-presidente foi levado para a sede da Polícia Federal, onde permanece em uma sala destinada a autoridades com prerrogativa de foro, equipada com cama, mesa e banheiro privativo.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado a manutenção da prisão domiciliar, argumentando questões de saúde decorrentes da facada de 2018. O pedido ainda será analisado pelo STF.
A prisão preventiva não corresponde ao início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses aplicada em outro processo, mas à necessidade de garantir que o ex-presidente não volte a descumprir medidas judiciais ou interfira nas investigações. A decisão repercutiu nacionalmente e provocou reações de diferentes setores políticos.
Fonte: Redação Sem Fronteiras TV
Foto: Reprodução Internet
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