QUATRO ANOS SEM FIRMINO

VAI FIRMINO, VAI

“Não há lugar para o atraso, Teresina é daqui pra frente…”

“Vai Firmino, vai!
O povo merece um novo destino… pra ficar em dia, só vai Firmino…”

“Na minha casa só dá Firmino, no bairro só dá Firmino, é no Poty Velho, no Mocambinho, no Promorar, no Bela Vista, no Dirceu, no Renascença, no Pedra Mole, no Satélite…”

Não precisa ser “marketeiro” dos bons para puxar nos arquivos trechos dos jingles de campanha do Firmino, pois eles estão bem vivos na memória dos teresinenses. São músicas simples que refletem uma gestão e um jeito simples de ser que completará 4 anos de ausência neste domingo, dia 06.

Firmino Soares da Silveira Filho, foi prefeito de Teresina por 4 mandatos. Suas gestões foram marcadas por urbanização de vilas e transformação em bairros, passando por excelência na educação publica infantil, premiando-o como “prefeito-criança” até a expansão de largas ruas e avenidas facilitando o tráfego dos veículos e o deslocamento dos teresinenses, sem falar no perfil econômico que posicionou Teresina como capital de negócios do Nordeste.

Firmino nasceu em Teresina/PI em 16 de dezembro de 1963, formou-se em Economia em Recife/PE, foi secretário municipal de Finanças em 1993, no mandato do professor Wall Ferraz, considerado “pai” do estilo “tucano” de governar que os teresinenses bem conhecem. Em 1996, aos 33 anos, foi eleito prefeito de Teresina pela primeira vez, aos 33 anos. Reeleito em 2000. Em 2008, elegeu-se vereador da capital, em 2010, deputado estadual e em 2012, volta à Prefeitura de Teresina. Nesta trajetória, Firmino desnudou-se de qualquer vaidade e retornou ao cenário polÍtico via parlamento municipal e estadual. Reeleito prefeito em 2016, torna-se o grande líder político da história contemporânea da capital. Ao deixar a prefeitura, Firmino ensaiava uma pré-candidatura ao Governo do Piauí, nas edições de 2022.

Sua morte, em 2021, ainda é motivo de angústia e tristeza para os teresinenses.

Firmino é lembrado como gestor competente, dedicado e moderno. Pessoa discreta e de pouquíssima exposição pessoal e familiar.

Na campanha de 2018, elegeu a primeira-dama, Dona Lucy, deputada estadual. Diante de sua morte, a filha Bárbara, assumiu o legado político, no pleito seguinte. Mais recentemente, um litígio político dividiu a família, Lucy, hoje vereadora eleita pela base de oposição histórica à Firmino e a deputada Bárbara que rompeu com a base que a elegeu estão de um lado e a jovem Cristina, filha caçula e peça fundamental na eleição do padrinho de batismo, Silvio Mendes, está de outro e ensaia pré-candidatura a deputada estadual.

Se Firmino por aqui estivesse, seguramente “as rédeas” políticas estariam em suas mãos e este litígio político-familiar não teria acontecido.

Viva Firmino!
Vai Firmino!
Teresina merece novo destino!

Redação Sem Fronteiras TV

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