O maior hospital público de Parnaíba, o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), enfrenta um colapso em sua infraestrutura e gestão, conforme relatório preliminar do Sindicato dos Médicos do Piauí. Em vistoria realizada na última segunda-feira (18/11), foram constatadas irregularidades que comprometem a segurança dos pacientes e das equipes de saúde.
Entre os problemas relatados, destacam-se a falta de profissionais, cadeiras rasgadas e precarização nas enfermarias. Pacientes aguardam por semanas procedimentos médicos, enquanto recém-nascidos enfrentam ambientes sem ar-condicionado, com mofo nas paredes e corredores superlotados. No Hospital Nossa Senhora de Fátima, anexo ao HEDA e voltado à pediatria, a situação é ainda mais crítica, com sobrecarga nas escalas dos especialistas, que trabalham sem direitos trabalhistas como férias ou licença-maternidade.
Outro agravante é a falta de ambulâncias avançadas no HEDA, que sobrecarrega o SAMU com demandas de transferências inter-hospitalares, desviando-o de atendimentos emergenciais. Segundo o secretário de saúde de Parnaíba, as solicitações de transporte são atendidas, mas o desvio de função impacta o socorro de urgência na cidade.
O relatório será encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) e à Empresa de Serviços Hospitalares do Estado (ESAC), que terão 30 dias para apresentar soluções.
Confira o vídeo onde os médicos relatam toda situação do hospital:
https://www.instagram.com/reel/DCjRAa0OieZ/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==



Foto: Reprodução/SIMEPI
Fonte: SIMEPI

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