O estudante de medicina da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Victor Prudêncio, desenvolveu o MedStudyHub, uma plataforma voltada para estudantes da área da saúde que reúne ferramentas de estudo baseadas em inteligência artificial e colaboração entre usuários. O projeto foi criado com o objetivo de tornar o acesso a recursos educacionais mais democrático, acessível e eficiente.
A plataforma possibilita a criação e o compartilhamento de conteúdos como bancos de questões, mapas mentais, resumos automáticos e simulados personalizados. “A plataforma não foi pensada só para medicina. Qualquer estudante da área da saúde pode criar grupos, compartilhar questões e usar as ferramentas de IA para potencializar os estudos. É uma forma de democratizar o acesso a recursos que hoje são muito caros e limitados”, afirma Victor Prudêncio.
A ideia surgiu a partir da percepção sobre os altos custos cobrados por plataformas tradicionais de estudo, muitas vezes inacessíveis para estudantes de instituições públicas. “Vi que existia uma dependência de plataformas caras e inacessíveis. Como estudante de uma universidade pública, comecei a pensar em alternativas viáveis e percebi que poderia criar algo semelhante, utilizando as ferramentas que já estão ao nosso alcance, como a inteligência artificial”, conta.
O desenvolvimento do MedStudyHub levou mais de um ano e foi intensificado nos últimos seis meses. Victor conciliou os estudos do curso de medicina com o aprendizado autodidata de programação. “Foi um processo desafiador. Aprendi o básico de programação, investi em ferramentas de IA e precisei montar toda a estrutura do site. Fiz isso praticamente sozinho, com apoio financeiro do meu pai e com sugestões pontuais de colegas que testaram a plataforma durante o processo”, relata.
O acesso à plataforma segue um modelo híbrido: parte dos recursos é gratuita e vitalícia, enquanto os planos pagos, com valores entre R$ 40 e R$ 50 mensais, oferecem acesso ilimitado às funcionalidades avançadas. Atualmente em fase de testes com cerca de 115 usuários de diferentes universidades, o MedStudyHub continua sendo aperfeiçoado com base nas sugestões da comunidade acadêmica. “A ideia é que o próprio uso da comunidade alimente e fortaleça a plataforma. Questões geradas pelos usuários, por exemplo, serão reaproveitadas para enriquecer o banco de dados, sempre respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, destaca.
O link para acesso gratuito à versão em teste da plataforma é: https://medstudyhub.me/. A expectativa é de expansão futura e registro de patente do projeto. “Estamos ouvindo os usuários e ajustando a plataforma com base em como eles a utilizam. A intenção é focar nas ferramentas que realmente fazem diferença para quem está estudando. A longo prazo, penso em patentear a ideia e talvez levar o projeto para parcerias com instituições públicas”, projeta.
Fonte: Ascom/Gov.PI
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