O presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM) e prefeito de São José do Piauí, Admaelton Bezerra Sousa (MDB), está liderando uma comitiva composta por 150 prefeitos do Piauí na XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, considerada o maior evento municipalista da América Latina.
Com o tema “Autonomia Municipal: a força que transforma o Brasil”, a marcha reúne mais de 13 mil participantes no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, entre os dias 19 e 22 de maio. O encontro tem como objetivo discutir os principais desafios enfrentados pelos gestores municipais, especialmente nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e finanças públicas.
Para Admaelton Bezerra, a Marcha representa uma oportunidade estratégica de alinhar as demandas dos municípios com as políticas do governo federal. “Temos 150 prefeitos piauienses inscritos para esta edição, o que demonstra o forte engajamento dos nossos gestores na busca por soluções reais para os problemas locais”, destacou.
Segundo o presidente da APPM, a programação do evento teve início nesta segunda-feira (19), com credenciamento e atividades técnicas. A abertura oficial ocorrerá na terça-feira (20), com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de 27 ministros. “Será um momento importante, no qual o presidente Lula deve anunciar medidas e apresentar informações relevantes aos prefeitos presentes”, afirmou Admaelton.
Entre as pautas prioritárias da delegação piauiense está a PEC 66, que trata da renegociação das dívidas municipais, especialmente os precatórios. Admaelton considera a proposta essencial para o alívio fiscal das prefeituras. “Estamos sofrendo muito com essas dívidas. A PEC 66 é urgente e necessária para que os municípios consigam respirar financeiramente”, declarou.
Outra bandeira levantada pelos gestores é a mudança na forma de cobrança das dívidas, com a proposta de substituir a taxa Selic — considerada excessivamente alta — pelos juros da caderneta de poupança. “A Selic torna as dívidas impagáveis. Precisamos de uma taxa mais justa e compatível com a realidade financeira dos municípios”, reforçou.
O presidente da APPM também destacou uma demanda histórica que volta à pauta este ano: a distribuição dos royalties do petróleo. O tema está há mais de uma década sem uma definição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estamos cobrando que o STF coloque em votação a divisão dos royalties. É uma pauta que vem sendo debatida há 12 anos, e que pode representar uma conquista significativa para todos os municípios do país”, finalizou.
Fonte: Redação Sem Fronteiras TV
Foto reprodução: Info Newss
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