Coronel Elizete defende educação e ampliação das denúncias no combate ao feminicídio

Em entrevista ao Web Jornal, a Coronel Elizete abordou temas ligados à segurança pública, violência contra a mulher e participação política, destacando que o enfrentamento ao feminicídio passa, прежде de tudo, por prevenção, educação e acesso efetivo aos mecanismos de proteção.

Segundo a coronel, a violência contra a mulher raramente começa de forma extrema. Para ela, os casos de feminicídio costumam ser o resultado de agressões sucessivas que se agravam ao longo do tempo. Nesse contexto, Elizete chamou atenção para a importância de ampliar os canais de denúncia, sobretudo para mulheres que vivem em áreas rurais e em regiões mais afastadas dos centros urbanos.

Durante a conversa, a coronel reforçou que a denúncia é um instrumento essencial para interromper o ciclo da violência e evitar que novos crimes aconteçam. Ela destacou ainda que muitas vítimas deixam de buscar ajuda por medo ou falta de confiança, o que torna fundamental o fortalecimento de políticas públicas que garantam acolhimento e proteção.

Política e decisão popular

Questionada sobre o futuro entre a carreira militar e uma possível atuação no Legislativo, Elizete afirmou que qualquer decisão deve partir da vontade popular. Ela lembrou sua trajetória profissional marcada pela proximidade com as comunidades e pelo trabalho fora dos gabinetes, o que, segundo ela, contribuiu para uma compreensão mais direta das demandas sociais.

Para a coronel, é no campo político que se definem decisões estruturantes, como investimentos em segurança, concursos públicos, melhorias nos bairros e a ampliação da presença feminina em espaços de poder. Por isso, ela defende que o debate político deve estar conectado à realidade vivida pela população.

Prevenção começa na educação

Ao responder perguntas de telespectadoras, Elizete ressaltou que a prevenção da violência passa, principalmente, pela educação desde a infância. Ela defendeu que meninos e meninas sejam ensinados a respeitar limites, destacando a necessidade de que os meninos aprendam a ouvir e respeitar o “não”.

A coronel reconheceu que a repressão aos crimes é necessária, mas enfatizou que mudanças duradouras só ocorrem quando a sociedade investe em educação e conscientização. A participação gerou ampla repercussão entre os espectadores, com manifestações de apoio e engajamento ao longo do programa.

Fonte: Redação Sem Fronteiras TV

Foto: Reprodução Instagram

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