O principal suspeito de assassinar a jovem Alice Borges, de 25 anos, foi transferido nesta quinta-feira (24) para a Penitenciária José de Arimateia Barbosa Leite, em Campo Maior, após passar por audiência de custódia.
Darlan Sousa, apontado como autor do crime, já havia sido denunciado por Alice por violência doméstica. O corpo da jovem foi encontrado no rio Surubim, em Campo Maior, na manhã do domingo de Páscoa (20).
De acordo com a delegada Emylle Kaynar, titular da Delegacia de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis (DEAMGV), Alice já havia relatado uma tentativa anterior de afogamento, possivelmente no mesmo rio onde foi encontrada morta.
“O que nos levou a suspeitar dele foi o histórico de violência doméstica que ela sofria. Neste mês, inclusive, ela registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal, e temos o laudo que comprova a agressão”, afirmou a delegada ao portal Campo Maior em Foco.
Ainda segundo Emylle Kaynar, Darlan se apresentou voluntariamente à polícia após a emissão do mandado de prisão temporária, que tem validade de 30 dias e pode ser convertido em prisão preventiva. A delegada destacou que uma medida protetiva em favor de Alice estava vigente no momento do crime.
COMPORTAMENTO SUSPEITO APÓS A MORTE
Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi o comportamento de Darlan logo após o desaparecimento de Alice. Segundo Cláudia, amiga da vítima e testemunha-chave no caso, o rapaz demonstrou nervosismo e tentou evitar que a polícia fosse acionada.
“A amiga dela chegou ao local, perguntou onde a Alice estava, e ele, muito nervoso, respondeu que ela havia corrido e se jogado no rio. Quando a amiga sugeriu chamar a polícia, ele se recusou veementemente e chegou a tomar o celular da Alice da mão dela, levando-o para casa”, relatou a delegada.
Além disso, uma frase dita por Darlan reforçou ainda mais as suspeitas. Após o episódio, ele ligou para o pai pedindo que fosse buscá-lo. A testemunha ouviu quando ele disse: “Pai, o que vai ser da minha vida agora?”
O resultado do laudo cadavérico será essencial para confirmar a causa da morte e esclarecer se o caso configura, de fato, um feminicídio, como apontam os indícios reunidos até o momento.
A Polícia Civil segue investigando o caso com prioridade, e considera a prisão do suspeito um passo fundamental para garantir o andamento das investigações sem interferências externas.
Fonte: Redação Sem Fronteiras TV
Foto reprodução: Portal Longah
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