Foram 34 votos a favor e 42 contra. Além de histórico – pois desde 1894 nenhum indicado ao Supremo era reprovado pelo Senado – escancara um ponto crucial nas vésperas de uma das eleições mais aguardadas de todos os tempos: o desgaste político do presidente Lula e sua relação frágil com o poder legislativo nesse 3º mandato.
Essa derrota imposta ao presidente, reverbera pelos corredores de Brasília como um barulho ensurdecedor, tão alto, que rompe os muros geográficos e se espalha em todo o país como um recado ou uma dúvida: Lula perdeu seu poder de articulação? O chefe do executivo tem gás para um 4º mandato? Há clima para tal?
Vale ressaltar que o próprio presidente, quando em campanha, afirmou que não era prudente indicar amigos ao STF, mas após eleito, Lula indicou Cristiano Zanin – ex-advogado pessoal, e agora Jorge Messias, que se envolveu em uma polêmica entre a então presidente Dilma e Lula, quando ela enviou o termo de posse de chefe da casa civil a Lula para evitar uma investigação na justiça comum por meio de foro privilegiado.
O certo é que em 132 anos, todos os indicados ao Supremo eram aprovados no Senado, inclusive, Lula já indicou 9 nomes. Não há meio termo, é uma derrota gigantesca ao governo, o que resta agora é a pergunta: o presidente conseguirá juntar os cacos de seu orgulho ferido e chegar com disposição para as eleições desse ano? Só o tempo dirá.
Por Aldo Costa
Foto Reprodução: TV Senado


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