A cidade de Turilândia no Maranhão, que fica a 157 km da capital São Luís, vive um dilema. O prefeito Paulo Curió, a vice-prefeita Tânia Mendes e todos os vereadores eleitos foram presos acusados de desviar mais de 56 milhões de reais em fraudes de licitações e contratos, principalmente na saúde e assistência social, além de usarem empresas de fachada e notas fiscais sem o devido serviço prestado. Também foram presos o contador da prefeitura, a primeira dama e a ex vice-prefeita.
A operação Tântaro II revelou todo o esquema e mobilizou polícia, GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), além do Ministério Público – MA.
Com essa situação, fica a pergunta: Quem irá comandar a cidade? Na ausência do prefeito eleito, a vice deveria assumir, mas ambos estão presos em regime fechado. Seguindo a hierarquia, o presidente da Câmara deve assumir, mas ele também é um dos investigados na operação, por fazer parte do esquema. Acontece que o presidente da câmara, José Luís, está em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica, e nessas condições irá conduzir a cidade.
Pra você visualizar melhor o tamanho desse rombo nos cofres públicos: uma escola de porte médio custa em média de 2 a 5 milhões para ser construída, esse valor de 56 milhões daria pra construir de 10 a 25 escolas, equipadas no ponto de uso. Ou uma creche por exemplo, custa algo em torno de 1,5 milhão a 3 milhões, com 56 milhões daria para fazer cerca de 20 a 35 creches. Na saúde o cenário é parecido, uma unidade básica de saúde, o conhecido postinho, custaria em torno de 6 milhões de reais.
Se fosse aplicado o valor desviado como manda a lei, o município ganharia 9 unidades novas, e a população teria mais acesso à saúde de qualidade. Sem falar na infraestrutura, seriam centenas de ruas calçadas e vias asfaltadas, além de investimentos robustos na segurança pública.
Essa é a situação atual do pequeno município de Turilândia no Maranhão, com aproximadamente 33 mil habitantes, esses 56 milhões de reais que poderiam ser investidos na cidade, foram desviados dos cofres públicos e dos verdadeiros donos: a população.
Frente um caso delicado como esse, onde todos os políticos eleitos estão presos por corrupção, fica a dúvida, esses realmente eram os melhores nomes no último pleito? Abre debate sobre a escolha que fazemos para nos representar. E fica a torcida por dias melhores para Turilândia, ou políticos melhores, já seria um bom começo.
Fonte: Redação Sem Fronteiras
Foto Reprodução: Internet
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