O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (11), o julgamento de dez pessoas acusadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar uma organização que teria planejado atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com a denúncia, o grupo fazia parte de uma célula conhecida como “núcleo 3”, composta em sua maioria por militares das forças especiais do Exército. A PGR afirma que os acusados pretendiam desestabilizar o Estado Democrático de Direito após as eleições de 2022. O plano recebeu o nome de “Punhal Verde e Amarelo” e previa ataques coordenados contra autoridades e instituições da República.
Réus do Núcleo 3:
• Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel)
• Estevam Gaspar de Oliveira (general da reserva)
• Fabrício Moreira de Bastos (coronel)
• Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel)
• Marcio Nunes Resende Júnior (coronel)
• Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel)
• Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel)
• Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel)
• Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel)
• Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal)
Crimes atribuídos aos réus:
• Organização criminosa armada
• Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
• Tentativa de golpe de Estado
• Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima
• Deterioração de patrimônio tombado
O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e a previsão é que as análises dos votos se estendam até o dia 19 de novembro. A PGR pediu a condenação de nove dos dez réus, alegando que as provas apresentadas comprovam o envolvimento direto na elaboração dos ataques. Apenas Ronald Ferreira de Araújo Júnior teve o pedido de pena reduzida, por supostamente ter atuado apenas na incitação ao crime.
As defesas contestam as acusações, afirmando que o processo se baseia em delações premiadas e que não há provas de que o plano teria saído do papel. Especialistas consideram o julgamento um dos mais importantes do período pós-eleitoral, por tratar da tentativa de enfraquecimento das instituições democráticas e dos poderes constituídos.
Fonte: Redação Sem Fronteiras TV
Foto: Reprodução STF
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