A área da saúde pública no Brasil, essencial para garantir atendimento à população, tem sido alvo de constantes investigações por suspeitas de má gestão e desvios de recursos. No Piauí, a Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU/PI) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/PI), deflagrou nesta terça-feira (30) as operações OMNI e Difusão, com o objetivo de desarticular esquemas criminosos milionários que envolvem contratos na Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI) e na Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS).
No âmbito da Operação OMNI, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão em cidades como Teresina, Timon, a 5 km de Teresina, Leste do estado, Araguaína, a 730 km de Teresina, Brasília, a 1.681 km de Teresina, Goiânia, a 1.884 km de Teresina, São Paulo, a 2.655 km de Teresina, e Curitiba, a 3,034 km de Tersina. Também foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 66 milhões dos investigados, além da suspensão de contratos e do afastamento de um servidor público.
As apurações indicam indícios de direcionamento e conluio no chamado público da SESAPI para contratação da Organização Social de Saúde (OSS) responsável pela gestão de hospitais estaduais, em especial o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, a 337 km de Teresina. Há suspeitas de superfaturamento, lavagem de dinheiro, conflito de interesses e falsidade ideológica em contratos de gestão, inclusive no fornecimento de software para o setor.
Já a Operação Difusão investigou contratações irregulares envolvendo a SESAPI e a FMS. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Teresina, Imperatriz, a 615 km de Teresina, e Marco, a 452 km de Teresina, além do afastamento cautelar de uma servidora pública. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal no Piauí.
As investigações tiveram início a partir de denúncias recebidas pela CGU e pelo Ministério Público Federal sobre irregularidades em contratos de serviços de hemodiálise e diálise peritoneal à beira leito, que apontavam suspeita de favorecimento de empresas contratadas.Confira na íntegra a nota da Fundação Municipal de Saúde:A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina informa que, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre qualquer investigação relacionada às operações OMNI e Difusão, conduzidas pela Polícia Federal.
A FMS tem compromisso com a transparência e a legalidade na gestão dos recursos públicos e se coloca à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, caso venha a ser formalmente acionada.Para mais informações sobre o andamento das investigações, sugerimos que o contato seja direcionado à SESAPI, onde houve presença da Polícia Federal nesta terça-feira (30).
O Sem Fronteiras TV deixa o espaço aberto para a Secretária de Saúde do Estado se pronunciar.
Fonte: Redação Sem Fronteiras TV
Foto: Ascom Polícia Federal
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